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28 junho 2008

ira

Eu estava parada no sinal vermelho, que abriu em dez segundos. Saí e atravessei a avenida sem muita pressa - afinal era sábado e não havia mais ninguém naquela rua. Só que lá de trás, bem detrás mesmo, veio um cretino em alta velocidade.

Ele estava num Gol branco. Me ultrapassou pela direita no estreitamento da pista (ainda deu tempo de olhar pra cara de cretino dele) e me cortou. Tive que dar um freadão pra não bater.

Mas, dessa vez, no lugar de simplesmente xingar e me conformar como sempre faço, tive um acesso de ira. Acelerei o carro, puxei para a direita e, usando de minhas habilidades no videogame, fechei o desgraçado: me coloquei na frente dele sem chance de contra-ataque.

Sei que fui irresponsável e impulsiva, porém... Fiquei feliz.

E decidi: homem nenhum vai me passar pra trás outra vez.

(por Wyborowa)

09 junho 2008

Sexo em pauta

Faz tempo que não falo de sexo porque ando meio sem graça
Não é bem pudor,
Na verdade é um certa falta de sacanagem, mesmo
Estou solteira, mas não livre - o resto da dor de cotovelo que ainda me assola, me trouxe um certo constrangimento de dividir meus pensamentos pseudo-sexuais.

Mas hoje, acordei com um fato bem na minha cara amassada - preciso transar mais.
Saí da chateação dos primeiros meses, dos porres com os amigos, dos dias de trabalho infindáveis.
Agora, acho que é a fase do sexo casual.
E descobri que já estou bem madura pra administrar - pelo menos nas tentativas que fiz, fui bem sucedida.
Não quero compromisso de namoro, jantar, cinema.
Só sexo mesmo. Delivery, sem a pizza.

(por erva venenosa)

06 abril 2008

fálicas

Acordei cedo e fui escovar os dentes. Displicente, peguei a escova elétrica, aquela que vibra. No café da manhã, resolvi comer dois ovos cozidos com salsicha. Que vontade incontrolável de mandar tudo isso pra dentro! Não sei o que me deu.

Bem, precisava ir ao supermercado urgente. Lá, comprei cenouras, bananas, abobrinhas, nabos e pepinos. Estranho, eu nem gosto de pepino. Passei nos frios e coloquei um salame enorme no carrinho. Aproveitei pra levar também umas lingüiças. Pão, peguei baguetes.

Em casa, guardei tudo. Achei que o chão estava meio sujo, fui atrás de uma vassoura. Varri, varri, varri, não queria largar aquele cabo. Exausta, mas feliz, decidi abrir uma garrafa de vinho tinto assim, sozinha mesmo. Lá pelo terceiro gole já estava em ponto de bala.

Dia inteiro de desejos extravagantes...

Só como garantia, antes de dormir acendi uma vela bem comprida e grossa, que concluí que o meu problema só se resolve com reza braba.

(por wyborowa)